:: Colunista - Argemiro Luís Brum
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26.01.2010 as 14:41 hs

  Argemiro Luís Brum
Atividade: Administrador de Empresa Histórico profissional Professor formado pela UNIJUI em Administração de Empresas e Tecnólogo em Cooperativismo Mestre e Doutor em Economia Internacional respectivamente pelo IAMM (Montpellier-França) e EHESS (Paris


Projeções para 2010

 O ano de 2009 terminou e trouxe com ele uma notícia que já se imaginava, confirmando nossa última coluna de dezembro: a recessão da economia brasileira, causada pela crise mundial, entre o quarto trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2009, foi a mais forte, para um período trimestral, nos últimos 28 anos.

O recuo médio de 1,9% por trimestre, registrado no período, foi mais do que o dobro da redução média trimestral registrada na mais longa recessão brasileira, verificada entre o terceiro trimestre de 1989 e o primeiro trimestre de 1992, ou seja, 11 trimestres. Nesse período o recuo médio trimestral foi de 0,7%.

A melhor situação ocorrida no segundo, terceiro e quarto trimestre de 2009 não evitou que a economia nacional tenha terminado o ano com um PIB ao redor de 0%. Ou seja, embora o país tenha enfrentado bem a crise, a mesma atingiu fortemente nossa economia, desmentindo as declarações políticas mais ufanistas.

Agora, a questão é 2010! A partir de dados divulgados pela FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), com base em pesquisa realizada com 31 instituições financeiras, o PIB nacional será de 5,1%, com o PIB industrial alcançando 7,6%; a inflação medida pelo IPCA ficará em 4,5%; a Selic em dezembro próximo atingirá 10,5%; o saldo da balança comercial atinge a US$ 11 bilhões; o déficit de transações correntes bate em US$ 45,1 bilhões; o câmbio termina o ano em R$ 1,76; e o investimento externo direto (produtivo) chegaria a US$ 36 bilhões.

Para nós, o Produto Interno Bruto somente chegará a 5% em 2010 caso o governo continue injetando recursos públicos na economia, incluindo a continuidade das isenções setoriais de impostos. Isso justificaria o crescimento industrial projetado.

Isso porque para haver crescimento tem-se que produzir.
 

 
 
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