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26.05.2009 as 10:33 hs

Agronegócio
Manejo e controle sanitário asseguram melhor produção de suínos e aves


Na suinocultura, pequenas providências fazem grande diferença. Cronometrar a sequência de partos, secar corretamente e não contaminar recém-nascido na hora de desobstruir a boca e as narinas, controlar a alimentação da mãe, induzir os filhotes a ingerir colostro o quanto antes após o nascimento, são algumas medidas simples que trazem ganhos substanciais de produtividade, na quantidade e qualidade dos leitões.

 

A pesquisadora Fabiana Ribeiro Caldara, professora doutora da UFGD, explicou as vantagens do manejo adequado de porcas e leitões em criações comerciais, na palestra “Manejo de Leitões na Maternidade: melhorando a taxa de sobrevivência”. A palestra integra o programa do “9º Simpósio de Suinocultura e 4º Simpósio de Avicultura”, que foram promovidos pelo curso de Medicina Veterinária da UNIGRAN, na 45ª Expoagro.

Os eventos foram realizados em parceria com o Sebrae, Iagro, UFGD e Sindicato Rural de Dourados, como atividades de extensão para acadêmicos e produtores rurais. Na parte dos suínos, a palestrante analisou dados produzidos em pesquisas recentes, como, por exemplo, sobre recuperação de animais nascidos abaixo do peso, alimentação da matriz, nos cinco dias após o parto, e doenças que podem debilitar as crias e a mãe.

As enfermidades trazem prejuízos diretos ao criador, ao reduzir a produção de carne e até mesmo afetar a qualidade da carcaça. Nas criações de frangos, as enterites – inflamações intestinais causadas por vírus, bactérias e certas substâncias – interferem na saúde geral das aves. Nos quadros mais leves, muitas vezes o produtor não percebe que a ave está perdendo potencial de conversão alimentar.

O médico veterinário Jorge Granja de Oliveira Junior, fiscal da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, diz que essa situação não é rara. Ele pondera que, se cada ave for terminada com 100 gramas a menos do peso que poderia alcançar de quanto será o prejuízo final, em aviários que podem ter 25 mil cabeças. Por isso, ele recomenda atenção total com a higiene dos galpões e com manejo das aves.

Na palestra “Problemas Entéricos na Produção de Frango de Corte”, ele descreveu as formas virais e bacterianas de enterite e alertou sobre os primeiros sinais de infecção.

Diarréia e aumento súbito no consumo de água são razões de investigação imediata, por parte do avicultor. O palestrante disse também que o estresse por aclimatação inadequada do aviário ou a superpopulação aumenta o risco de enterites.

O 4º Simpósio de Avicultura contou ainda com a contribuição do coordenador do Programa Estadual de Sanidade Avícola, André Felipe Ferreira, que deu esclarecimentos sobre a “Legislação Avícola em Mato Grosso do Sul” e falou sobre a vigilância sanitária, no processo de criação, abate e processamento industrial de frango. Os frigoríficos do Estado com inspeção federal abatem, em média, 10 milhões de aves.

Difusão de conhecimento

Para o professor Klaus Casaro Saturnino, coordenador do curso de Medicina Veterinária da UNIGRAN, além difundirem conhecimentos técnicos para os produtores, os simpósios de suinocultura e de avicultura são importantes meios de atualização de conhecimentos para os acadêmicos e, também, de conscientização sobre outro papel do médico veterinário na melhoria da produção.

“Um simpósio sobre um assunto do qual poucas pessoas tem conhecimento, muitas vezes, abre a cabeça do aluno (e) através de eventos como esses, através de parcerias com as empresas, o curso de Medicina Veterinária, busca incentivar os alunos a fazerem parte da escala produtiva, porque o médico veterinário é um dos responsáveis por colocar alimento na mesa do brasileiro”, declarou o professor. (JR)

 

 
 
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