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21.05.2010 as 10:13 hs

Pecuária
Época de vacinação contra a Febre Aftosa coincide com momento estratégico de controle dos principais parasitos dos bovinos


O mês de maio para boa parte da pecuária brasileira é tradicionalmente marcado pela campanha de vacinação obrigatória contra febre aftosa. Momento de reunir e agrupar o rebanho para esta imunização, os produtores devem aproveitar a ocasião e também realizar o controle preventivo dos principais parasitos dos bovinos. Durante este manejo, é possível encontrar uma grande incidência de parasitoses nos animais, facilitando sobremaneira o controle deste problema. Além disso, na maior parte do território brasileiro, o mês de maio marca o início das secas ou do inverno na Região Sul, períodos em que as condições ambientais são menos favoráveis aos parasitos nas pastagens, amplificando o valor dos tratamentos antiparasitários, dentro do conceito de controle estratégico.

Esta alternativa facilita o manejo sanitário do rebanho, em especial daqueles com um número elevado de cabeças, e garante, além de bem-estar ao plantel, que a produtividade não seja muito afetada pelos parasitos e o produtor não tenha prejuízos. Para Marcos Malacco, médico veterinário e gerente técnico de produtos da Merial Saúde Animal, no caso do controle de parasitos internos é importante que os produtores estejam atentos às manifestações subclínicas, ou seja, quando não há sinais claros de verminose. “Elas representam o maior número de casos de parasitoses e, embora tudo pareça estar dentro da normalidade, há queda na performance produtiva dos animais”, informa. Estudos demonstram que o parasitismo subclínico por vermes redondos gastrointestinais, ocasiona uma redução de 17% na ingestão de forragens e, como consequência, uma queda no ganho de peso vivo de aproximadamente 19%.

“Além dos parasitos internos, temos os indesejáveis parasitos externos. Em maio geralmente ainda temos alta agressão por carrapatos, por exemplo. Levantamento realizado no Brasil aponta que as agressões pelos parasitos externos são responsáveis por prejuízos anuais superiores a US$ 2 bilhões”, acrescenta Malacco.

Para evitar os prejuízos, recomenda-se a implementação de um programa estratégico integrado de controle parasitário – cuidados que incluem o uso preventivo de medicamentos e também algumas práticas de manejo a fim de diminuir ao máximo a presença dosparasitos nas pastagens, onde a maior parte do parasitismo se encontra. “Devemos sempre priorizar a redução da carga de parasitos no ambiente”, alerta o especialista.

O controle estratégico integrado de parasitos, além do emprego dos antiparasitários, também utiliza manejos auxiliares, visando a diminuição do número de tratamentos necessários para manter a carga parasitária em níveis compatíveis com a produtividade dos animais. No caso do emprego dos antiparasitários, Malacco chama a atenção para a necessidade de uma correta aplicação de acordo com as características de cada produto para assegurar a eficácia.

No emprego de produtos injetáveis, por exemplo, recomenda-se o uso de seringas em bom estado, agulhas compatíveis com a via de aplicação e a categoria dos animais, divisão do volume da dose a ser aplicada em dois ou mais locais, em caso de animais muito pesados, são alguns aspectos a serem considerados. Já os produtos aplicados em pulverizações ou banhos, o estado dos equipamentos deverá ser verificado, considerando também que as pulverizações deverão ser individuais e com aos animais bem contidos; a preparação da calda com o antiparasitário também deverá receber atenção especial, com realização da pré-diluição antes de preparar o volume total. Por fim, na aplicação pela via pour on não se recomenda aplicar o produto em áreas do corpo cobertas por lama ou esterco, com ferimentos, além de verificar se o produto poderá ser aplicado sobre a pele e os pêlos molhados ou que serão expostos à chuva logo após o tratamento.

Para auxiliar a pecuária brasileira no controle de parasitas internos e externos, a Merial oferece ao mercado diversos produtos representados pelas linhas Ivomec® e Topline®, reconhecidos pela eficácia e por isso lideram o mercado. No caso do Ivomec®, por exemplo, este é o antiparasitário mais testado e aprovado no mercado veterinário mundial, com mais de três mil trabalhos científicos publicados e mais de seis bilhões de doses comercializadas.

 
 
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