Introdução.
O escore de condição corporal (ECC) é uma avaliação que se faz para categorizar os animais quanto ao seu estado nutricional e por conseqüência se o ambiente em que vive está bom. Dependendo de como o animal for classificado no início da estação reprodutiva é possível se fazer uma previsão de como será o seu desempenho durante a estação, pois existem muitos estudos que mostram o desempenho dos animais, comparando-os com sua condição corporal no início e no fim da estação (Fig. 1).
Neste artigo tentamos dar uma visão geral de como é feita a avaliação, para que se possa rapidamente utilizá-la na prática do dia a dia.
Avaliação do Animal.
A condição corporal dos animais são avaliados em escores. São usadas duas escalas que podem variar de 1 até 5 ou de 1 até 9. As notas são dadas aos animais, de acordo com a quantidade de reservas teciduais especialmente gorduras e músculos sobre as protuberâncias ósseas seguintes: 1 - costela; 2 - Processos espinhosos da coluna vertebral; 3 - Processos transversos da coluna vertebral; 4 - Vazio; 5 - Ponta do íleo; 6 - Base da cauda; 7 - Sacro; 8 - Vértebras lombares (Fig. 2).
Na escala de 1 a 5 os animais são classificados da seguinte forma:
1 - Caquético - O animal caquético apresenta processos transversos e espinhosos proeminentes e visíveis de forma acentuada, total visibilidade das costelas, cauda totalmente afundada dentro do coxal, íleos e ísquios bastante expostos, atrofia muscular pronunciada, aparência de "pele e osso" é como se estivéssemos olhando diretamente para o "esqueleto do animal" (Fig. 3).
Figura 3 - Vaca Caquética ou muito magra.
2 - Magro - Ossos são ainda bastante salientes e existe uma certa proeminência das espinhas dorsais, íleos e ísquios; as costelas continuam aparecendo mas, começam a ser cobertas; os processos transversos permanecem visíveis, a cauda começa a parecer que está mais alta e a pele fica firmemente aderida no corpo (pele esticada) (Fig. 4).
Figura 4 - Vaca magra.
3 - Média ou ideal - O animal começa a apresentar uma suave cobertura muscular com grupos de músculos a vista, as espinhas dorsais agora ficam pouco visíveis, as costelas já estão quase que completamente cobertas, os processos transversos também começam a desaparecer, no entanto ainda não existe camadas de gordura, a superfície do corpo fica macia e a pele pode ser levantada com facilidade (Fig. 5).
4- Gordo - Boa cobertura muscular, início da deposição de gordura na inserção da cauda as costelas e os processos transversos ficam completamente cobertos, no entanto as regiões individuais do corpo são ainda bem definidas, as partes angulares do esqueleto começam a ficar menos visíveis (Fig. 6) .
5 - Obeso - O animal apresenta-se redondo pois todos os ângulos do corpo estão cobertos, a cobertura muscular é total, nas partes salientes do esqueleto aparecem camadas de gordura, como na base da cauda e na maçã do peito e as partes individuais do corpo ficam mais difíceis de ser distinguidas, este estado só é desejável para animais de corte terminados e prontos para o abate (Fig. 7).
É possível também subdividir a escala como por exemplo o animal 2,5 que é a condição mínima para a realização da inseminação artificial em tempo fixo (IATF), que seria um animal onde costelas íleos e ísquios ainda são visíveis, mas a musculatura nas ancas já está côncava e os processos transversos começam a ser cobertos (Fig. 8).
Conclusão.
A avaliação do escore de condição corporal (ECC) é uma ferramenta muito fácil de ser utilizada. É um instrumento de grande valor nas tomadas de decisões com relação a eficiência reprodutiva dos rebanhos bovinos. Ela é sempre realizada pelos técnicos mas, pode e deve também ser utilizada pelos gestores pecuários nas suas tomadas de decisão.










